5€ - M12
Portugal apresenta índices inaceitáveis de violência dentro de portas: a violência doméstica, tantas vezes calada pelas vítimas por embaraço, medo, ou (vã) esperança na mudança: «Não digas nada, ninguém pode saber» - diz uma mãe, recorrentemente, à sua filha.
«Pai, pai, pára!!!» - esta súplica de uma criança a interpor-se entre o agressor e a vítima, sua mãe, gravada em vídeo e que recentemente fez manchetes na imprensa, mostra-nos ainda as vítimas mais desprotegidas, lá, onde a protecção deveria ser a prioridade: as crianças, no ambiente familiar.
Abordaremos a banalização da violência - verbal, emocional e física - dentro do território mais íntimo, o doméstico, como estratégia de manipulação, de opressão e de humilhação da pessoa ou pessoas mais próximas - geralmente a mulher e / ou os filhos.
Esta é uma produção teatral e testemunhal que surge pela constatação da invasão de uma vaga que atravessa a nossa sociedade - que tem como mecanismo a brutalidade como meio de resolver as mais variadas situações - e o perigo real da sua banalização.
AVISOS AO PÚBLICO:
- Fuma-se em cena.
- Espectáculo com linguagem que pode ferir susceptibiidades.
Ficha Técnica
Texto, Encenação, Cenário Gisela Cañamero
Actores Inês Romão | Luís Amaro
Testemunhos de Sara Castanheira
Técnicas de defesa pessoal António Azevedo
Gravação vídeo César Melo
Edição vídeo Videoplanos
Direcção Técnica José Manhita
Produção arte pública 2026
